Inteligência artificial nas decisões judiciais: ferramenta ou risco para o devido processo legal?
Análise sob a perspetiva da transparência algorítmica e dos direitos fundamentais
DOI:
https://doi.org/10.46661/respublica.13589Palavras-chave:
inteligência artificial, decisões judiciais, devido processo legal, transparência algorítmicaResumo
O presente artigo analisa os principais desafios jurídicos e éticos associados à utilização de sistemas de inteligência artificial na função jurisdicional, com especial ênfase na transparência algorítmica, na igualdade, na não discriminação e na dignidade humana. Através de uma metodologia qualitativa de caráter documental e dogmático-jurídico, são examinadas experiências internacionais, desenvolvimentos normativos e padrões emergentes em matéria de governação da inteligência artificial, incluindo o Regulamento Europeu sobre Inteligência Artificial (AI Act). Defende-se que a inteligência artificial deve funcionar como uma ferramenta complementar ao raciocínio judicial e não como um substituto da avaliação humana. Por fim, conclui-se que a legitimidade da sua implementação na administração da justiça depende da existência de mecanismos eficazes de supervisão humana, transparência, prestação de contas e proteção integral dos direitos fundamentais.
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